domingo, 22 de agosto de 2010

maggie e milly e molly e may

arte de Pancetti


maggie e milly e molly e may
um dia foram à praia brincar

maggie encontrou uma concha que soava
um som tão doce e esqueceu seus problemas, e

milly brincou com uma estrela na areia
cujos cinco dedos finos eram raios;

e molly fugiu de uma coisa horrível
que corria de lado borbulhando bolhas: e

lá vem may com sua pedra rolando suave
pequena como o mundo e imensa como alguém.

Seja lá o que perdemos (como um você ou um eu)
é sempre o si mesmo que encontramos no mar.


Tales e eu traduzimos esta poesia de E. E. Cummings (poeta americano, 1894-1962), que no inglês é assim:


maggie e milly e molly e may
went down to the beach (to play one day)

and maggie discovered a shell that sang
so sweetly she couldn't remeber her troubles, and

milly befriended to a stranded star
whose rays five languid fingers were

and molly was chased by a horrible thing
which raced sideways while blowing bubbles: e

may came home with a smooth round stone
as small as a world and as large as alone.

For whatever we lose (like a you or a me)
it's always ourselves we find in the sea.

2 comentários:

Thiago Mattos disse...

Seu blog é bem interessante, querida. Parabéns!

Adicionei teu blog no meu. Dá uma passada lá, se puder!

Abraços!

Thiago M.

Isabel disse...

Carolina

Adorei o texto Lá no Fundo do Quintal. Ela transmite muito bem o ritmo do recreio.

Uma coordenadora de educação infantil de Cajamar utilizou em um HTPC e depois me enviou o registro, vou sugerir que as outras também utilizem quando discutirmos a brincadeira no parque.

Bj

Bel Filgueiras